Palavra Chave:


Conheça mais
    Faça sua reclamação
    Direitos de Família
    Direito Penal
    Direito Civil
    Direito Trabalhista
    Direito do Consumidor
    Direito Previdenciário
    Polícia
    Política
    Direito Procesual Civil
    Direito Previdenciário
    Direito Processual Penal
    Sua Saúde
    Noticias
    QUEM SOMOS
Arquivos
    Publicações
    Petições


Ex-ministros mantêm a influência
BRASÍLIA - Francisco Claudio de Almeida Santos foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por sete anos....
Escolas médicas
Dos 103 cursos de Medicina avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), 17 serão supervisionados....
veja mais

 

25/06/2010 - Fim ao escárnio tributário

No curso da história econômica do país, o crescimento da carga tributária foi assustador, principalmente considerando-se o fato de o Brasil ser um país ainda em estágio de desenvolvimento. Em 1947, com o registro sistemático das contas nacionais do país, a carga era de 13,8% do PIB. Em 1965, com a chamada Reforma de Campos e Bulhões, que introduziu a tributação via valor adicionado (ICMS), passa para 19% do PIB e em 1970, com a consolidação dessa mesma reforma, pula para 25% do PIB, mantendo-se nesse patamar até 1993. Já em 1994, a partir do advento do Plano Real – estabilização monetária e necessidade de ajuste fiscal –, passa para 29,7% do PIB e, desde então, vem aumentando gradativamente ano a ano, atingindo a 35% em 2009, segundo dados divulgados pelo governo federal. Todavia, o que é absolutamente nefasto é o fato de o crescimento da carga tributária ter se dado na contramão da capacidade do país em produzir riquezas. De 1995 até 2008 a carga tributária aumentou em 42,64%. No mesmo período, o PIB per capita cresceu em termos reais apenas 26,05%.

Cremos que para mudar essa realidade não há outro caminho senão através da racionalização/redução do gasto público e diminuição do tamanho do Estado na economia. Juros elevados e elevada carga de impostos desestimulam novos investimentos, retraem a economia, impedindo a geração de emprego e renda. Se ao menos os governos retornassem parte do esforço fiscal que impõem à sociedade contribuinte em investimentos na educação, saúde e segurança, poderíamos oferecer uma boa perspectiva às futuras gerações.

Sabidamente, os governos tendem a cobrir o rombo de suas contas com o simples aumento de tributos. Ora, porque pensaria a administração pública em nível federal, por exemplo, em atacar os verdadeiros problemas estruturais que impedem um ajuste fiscal permanente, já que tal atitude implicaria mudanças, principalmente no que se refere ao funcionalismo, à baixíssima eficiência dos serviços prestados, na quebra de corporativismos públicos evidentes e malévolos? Vale lembrar um célebre ensinamento de Maquiavel, em O Príncipe, sobre as dificuldades e perigos da instituição de uma nova ordem de coisas e que ainda vigora com plena força. Isso porque os beneficiários da ordem antiga lutarão bravamente para mantê-la e os que se beneficiarão da nova ordem irão defendê-la tibiamente porque não tem certeza dos seus benefícios. Tal situação explica, em parte, as dificuldades quase intransponíveis de se implementar uma profunda, completa e indelevelmente necessária, reforma fiscal.

Diante desse doloroso escárnio tributário, que tem sido preconizado pelos governos nas suas diferentes esferas, talvez seja realmente a hora de a sociedade contribuinte promover uma verdadeira “insurreição antitributária”. Os consumidores não estão mais propensos a aceitar candidamente essa retórica governamental de fazer ajuste pelo lado da receita e somente prometer, mas nunca cumprir, o ajuste pelo lado da despesa pública, situação nefasta que apenas pereniza a inércia do Estado naquilo que ele deveria efetivamente atacar: seu gigantismo, seu corporativismo e sua ineficiência que demarcam uma máquina governamental pesadíssima, autofágica, ineficiente e perdulária. Chega de tanto imposto! Cada vez mais, os governos abocanham o bolso do cidadão, das famílias contribuintes e o caixa das empresas. Decididamente, o governo não cabe dentro do PIB. Enquanto que nos últimos cinco anos o PIB do país cresceu 28%, somente as despesas com pessoal e encargos sociais aumentaram 39%. O mais perverso, no entanto, é que, além de gastar muito, o governo gasta muito mal, não há qualidade no gasto público. Basta ver os péssimos serviços prestados pelo Estado em contrapartida aos impostos nas áreas da saúde, segurança, educação e justiça. Se considerarmos o que gastamos com planos de saúde, educação em escolas privadas e segurança privada, a carga de impostos que recai sobre a sociedade contribuinte salta para algo próximo a 70%! Um verdadeiro assalto.

Marco Túlio Kalil, economista, é membro do instituto Millenium, consultor e assessor econômico do Sinduscon-RS.

Fernando Bertuol, arquiteto, é presidente da ONG Aclame/RS e membro do Instituto Millenium.

Gazeta do Povo – 23-06-2010

Inserida por: Dr.Espírito Santo fonte:  Gazeta do Povo
Imprimir   enviar para um amigo
SEU DIREITO - AUTORIZAÇÃO JUDICIAL
Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção de bens ou de serviços. Podem exercer a atividade de empresário as pessoas capazes civilmente e que não estejam lega
Tribunal de Justiça condena Brasil Telecom a pagar multa de R$    1 milhão
A Câmara Civil Especial do Tribunal de Justiça, em agravo de instrumento relatado pelo desembargador substituto Luiz Fernando Boller, determinou que a Brasil Telecom S/A pague multa processual no importe de R$    1 milhão, equivalente a 1% do valor da ação
Aceitação e renúncia de herança
No exato momento do falecimento de uma pessoa é aberta sua sucessão, com a imediata transferência da herança aos herdeiros do falecido. É o que determina o artigo 1.784, do Código Civil: "Aberta a sucessão, a herança transmite-se,
SITE SUBMARINO NÃO ENTREGA PRODUTO
PARA VISUALIZAR A MATÉRIA NA ÍNTEGRA, CLIQUE NA MANCHETE DA MESMA
exalla cosmeticos venbde máquina com defeito e não dá assistência
PARA VISUALIZAR A MATÉRIA NA ÍNTEGRA, CLIQUE NA MANCHETE DA MESMA
Casal ganha indenização após ter lua de mel sem direito a cama de casal
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a operadora de viagens CVC a pagar uma indenização de R$   4,5 mil por danos morais a um casal que embarcou num navio para Fernando de Noronha, em lua de mel, sem direito a cama de casal. As partes podem reco
CHEQUE PRESCRITO, COBRANÇA
PARA VISUALIZAR A MATÉRIA NA ÍNTEGRA, CLIQUE NA MANCHETE DA MESMA
União homoafetiva: Judiciário e alternativas
No último dia 14 de julho, o Senado argentino aprovou o matrimônio homoafetivo. Com essa vitória, a Argentina passa a ser o primeiro país na América do Sul a admitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, demonstrando grande avanço no que diz respeito à
Mulher traída é condenada a indenizar amante do marido
Uma mulher foi condenada a pagar R$   12,5 mil de indenização por danos morais e materiais à amante do marido. A decisão foi tomada pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em julgamento de recurso con
Casal mineiro é indenizado por cobrança errada de motel
A operadora de cartão de crédito Unicard foi condenada pela Justiça de Minas Gerais a indenizar em R$   16 mil um casal pela cobrança indevida de uma despesa em motel. A decisão da 13ª Câmara Cível manteve o valor da indenização fixado na 1ª instância

Total de Resultados: 674

Mostrando a página 1 de um total de 68 páginas

12345678910PróximoFinal

  Cadastre seu email e receba as novidades do reclamando.com.br
Cadastrar | Remover